quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal

Pequena e maridão dormindo, eu na terceira lata de cerveja e o Natal começou a fazer sentido. Depois de tanta correria desse fim de ano, gosto do tempo que conquistei. A vida será nova no ano novo, mas certamente mais feliz.
E que venha 2010! Estou pronta para as flores!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Papai Noel

O Papai Noel é o mesmo da minha infância, mas agora a barriga é natural!!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Doutoranda

As minhas notas são bem diferentes do que achei que seriam, mas nada disso importa...

PASSEI E PROVAVELMENTE COM BOLSA!!!!!!!!!!!!!

Grávida de uma tese

Sonhei que fui na PUC buscar o resultado da seleção para o doutorado e deu "positivo". Saí de lá grávida de uma tese.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Homem a homem

Restaram nove candidatos para as sete vagas do doutorado.
Mais um etapa na semana que vem.
Nesse ritmo, vou ganhar uns 15kg até final do processo de seleção.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ansiedade em alta

A disputa pela vaga no doutorado continua. A busca pela organização da empresa também. Dias intensos. Expectativa é um Ano Novo melhor.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Despedida

Para completar as emoções da semana, ontem assinei o meu aviso prévio na faculdade. Era o que eu queria, foi o que pedi, era o planejado, mas deu um dorzinha no coração. Foram quatro anos de dedicação intensa à faculdade que me renderam muitas coisas boas e outras nem tão boas assim. Fica a saudade e a certeza de que o caminho é esse que começo a traçar. Deixo o Paralamas falar por mim.

"Ela disse adeus, e chorou,
já sem nenhum sinal de amor.
Ela se vestiu, e se olhou;
sem luxo, mas se perfumou.
Lágrimas por ninguém,
só porque, é triste o fim.
Outro amor se acabou."

domingo, 29 de novembro de 2009

Semaninha

Amanhã, segunda, sai o resultado do anteprojeto do concurso para o doutorado. Terça tem reunião com o Ministério do Meio Ambiente. Quarta tem reunião com representantes dos municípios da região metropolitana de BH. Quinta, se eu for aprovada no anteprojeto, tem prova específica de Linguística. Sexta tem prova de espanhol. Ainda tenho que terminar o diagnóstico de um cliente e corrigir a monografia dos alunos, sem falar na vida de mãe e em coisas que se tornam cada vez mais especiais como dormir, conversar com um amiga, namorar o maridão...
Êta semaninha!

Extremos

Vida e morte andam tão juntas. Quanto mais perto se está de uma, mais força tem a outra.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nasceu!

Eis a minha empresa que felizmente, mas uma vergonha para o mercado de comunicação, conquistou clientes antes de ter a identidade visual. Agora existimos!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Jornalismo

Cá estou eu, montando a empresa de comunicação, felizmente já com bons clientes. O mercado carece de empresas que ofereçam um trabalho inteligente e não aquela velha, engessada e sem sentido assessoria de imprensa. Acredito nisso e tenho encontrado clientes que acreditam também.
Por outro lado, vejo vários colegas de redação infelizes. Quase todos.
O Jornalismo passa por uma crise de identidade e os jornalistas estão deprimidos.
No mundo corporativo as empresas estão carentes de bons profissionais.
Logo, tem um mundo grande para se conquistar (e de preferência um bocado antes da Copa do Mundo para ter a chance de viver uma experiência profissional única).

Jornalistas que ainda acreditam na informação, o mundo é grande!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Noite

Noite marcada por muito calor e um bebê sem dormir.
Manhã marcada por olheiras e mau humor.
Aff

domingo, 15 de novembro de 2009

Quebrando as regras

Confissão:
Após um ano e três meses do fim do gravidez, desisti das calças antigas número 40 e hoje comprei novas 42. Me deu um alívio...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Isso que é empreendedorismo

Cedinho, toca o telefone. O maridão atende meio dormindo. Era a minha vó.

- Olha, eu estava pensando sobre as férias, vocês vão para a minha casa lá em Nova Almeida. [hein?] Vocês vão ficar lá do dia 26 ao dia 4. A minha neta vai de avião com a pequena e eu vou de carro com você, e também vai no seu carro a sua sogra e o namorado. Vocês vão ficar na casa de cima [é um cortiço o lugar] e vão pagar 150 reais por dia por ajuda de custo. [eu prefiro pagar uma ajuda de custo dessas para uma pousada em Arraial DAjuda]. Eu, sua sogra e o namorado dela vamos ficar na casa de baixo.

- Peraí, ainda não sabemos nem quais dias teremos de folga.

- Então decide logo porque tem muita gente procurando. Aliás, você não conhece alguém no seu trabalho que quer alugar a segunda quinzena?

sábado, 7 de novembro de 2009

Fotos

Sempre gostei de fotografias. Desde o curso de Jornalismo (nossa, já são oito anos completos de formada), amo! Tenho uma máquina de filme bem bacana, mas confesso que dá uma preguicinha todo o ritual para fazer as minhas fotos.
Mas o que mais me chama a atenção é como a relação das pessoas com a fotografia mudou com as máquinas digitais. Primeiro porque agora todo mundo se sente um fotógrafo profissional. Nada contra a democracia, mas as fotos atuais me parecem muito ruins, chapadas, sem charme.
E a grande revolução está na ampliação das fotos. É difícil acha ruma loja de ampliação. E acabei de baixar na internet um software de álbum digital.
Vida moderna.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coragem

Sabe quando a vida diz: "respira e fundo e vai"?!
Pois é, eu fui, seguindo o coração.
Agora é esperar para ver onde vou chegar.

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem"
Guimarães Rosa

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Uniban

Depois de ver o caso da Uniban (eu nem saberia se não fosse alertada pela mãe blogueira Ceila Santos), lembro o que sempre disse que diria para a minha filha:

"Filha, faça o que quiser nessa vida, Mas, cuidado, porque esse mundo é machista e o que você fizer pode se virar contra você."

O machismo é fato e somos nós mães que criamos os meninos como pequenos reis. Não espero que minha filha seja estandarte de luta de gêneros (sei que se ela quiser ser terei de aprender a lidar com isso), e anseio apenas que ela saiba lidar com as brigar que decidir comprar.

O mundo é machista, eu sei e minha filha saberá. Enquanto isso, as propagandas do Discovery Kids não cansam de repetir que "o mundo é rosa" e contam as histórias de príncipes e princesas. No nosso mundo real de sapos, o rosa me parece apenas uma triste falta de opção.

Ceila, não sei se te atendi. Não consigo nem imaginar que um filho meu participaria dessa cena triste. Mas imagino a minha filha no olho do furacão. Espero que ela não sofra por isso, nem por ser estandarte, nem por acreditar nessas idiotices de príncipes, princesas e putas.

Como mulher, me sinto princesa e puta e nada disso e muito mais.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Orgulho da labuta 2

Olha as minhas meninas, onde é que elas vão?
Se já saem sozinhas as notas da minha canção

Matéria dos meus alunos publicada no jornal O tempo

Mundo cão

Hoje, na mesa ao lado no restaurante.

- Tem gente que demite por causa disso. Uma vez, lá na empresa, contratamos uma mulher como faxineira. Muito boa de serviço. Quando estava terminando o primeiro mês, olhei a ficha dela e mandei demitir. Era muito caro o vale transporte da mulher. Caro demais, tive que demitir.

Em silêncio, o meu coração doeu.

domingo, 25 de outubro de 2009

Jequitinhonha

Rodei Minas esse mês para discutir com os representantes das prefeituras um plano de consorciamento para a gestão do lixo urbano. Trabalho desafiador, empolgante. mas o melhor, como sempre imaginei que seria, foi conversar com os municípios do Vale do Jequitinhonha. Região pobre, a mais pobre do Estado, e seca. Gente marcada pela falta de água, pela ausência da fartura.
A tristeza do Vale, no entanto, deixa nas pessoas uma beleza, uma força, um encantamento. As discussões sobre os resíduos foram produtivas em todos os cantos, mas no Vale teve brilho, teve paixão. Quem já viveu a falta de água sabe que a natureza tem regras severas e ama o meio ambiente de forma muito mais intensa que todos os outros.

domingo, 18 de outubro de 2009

Cocó psicopata

Era muita informação para a pequena. A pousada ampla, com muito verde, abrigava vários patos, passarinhos, galinhas d'angola. Tinha ainda os lagos, as árvores, as flores, os cheiros, os sons, os cantos, as texturas. Tudo muito encantador e a pequena disparou a falar palavras novas.
O encanto absoluto durou poucos minutos. Estávamos debaixo do pé de pitanga, em meio às frutinhas vermelhas, quando chegou uma maritaca que parecia a fim de fazer amizade. Veio aproximando, puxando conversa, ofereci uma pitanga e levei uma bicada. Me afastei e ela veio em cima de mim. Desviei e ela foi para cima do maridão com a pequena no colo. Muito susto e muito choro da pequena. Corremos para o chalé e a ave psicopata bateu no vidro da janela tentando nos alcançar. Mais choro desesperado.
Depois soubemos que a maritaca, na verdade o Crispim, é muito amigável e só tem esse jeito torto, aterrorizante e pouco eficiente de conhecer gente nova. Mesmo assim de madrugada a pequena acordou, suando, e repetindo em tom de socorro: "cocó, cocó!!!"

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A dois passos do paraíso

As mini-férias estão chegando. Serão quatro dias no ritmo do sol e da lua, nada mais (tá, no ritmo da pequena, o que é um pouco diferente). Um breve parênteses no meio da loucura. E hoje e amanhã será difícil de aguentar...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A primeira redação a gente nunca esquece

A UNA fez um convênio com O Tempo e meus alunos estão produzindo páginas que sairão no jornal. E eles ainda têm de participar das reuniões de pauta com os sub-editores e editam a página com editor e diagramador, como qualquer repórter. Dá para sentir a tensão que a novidade está provocando neles. Uma mistura de ansiedade e medo, de felicidade e angústia. É a hora de ver a realidade e se defrontar com a profissão que escolheu, já com uma mão no diploma.

A minha primeira redação foi a Gazeta, na verdade a Gazetinha com conteúdo específico de Minas que circulava dentro da gazeta Mercantil. Era uma moçada que trabalhava lá e eu fazia matérias com escritores mineiros. Depois fui para a sucursal do JB. Isso foi em 2001, ano da minha formatura, e também ano em que essas duas redações fecharam. Eu cheguei a me perguntar se eu era pé frio... Mas depois passei por outros jornais e eles continuam firmes!

domingo, 20 de setembro de 2009

Uma carta para mim

Estou apenas quatro anos à frente e tenho de te dizer algumas coisas.
Hoje você se casou. Uma linda festa que exalava amor. Guarde bem esses momentos porque te ajudarão a viver o que está por vir.
Os próximos meses da sua vida serão tumultuados. Muito tumultuados. Os pilares que te sustentaram até aqui vão se romper. Você vai achar que foram todos, de tão forte que te parecerá o furacão. Separação, morte e doença vão invadir a sua família. Você mudará totalmente a sua vida profissional. Tudo de uma vez.
Quando tudo parecer desabado, lembre-se de olhar para dentro. Você vai ver que esse tempo tão imperativo te mostrará quem você é. Não tenha medo de olhar porque você vai gostar do que vai ver. Esse amor que exala hoje nessa linda festa faz parte de você e está pronto para banhar a sua vida sempre que você permitir.
Daqui a três anos a sua filha vai chegar e você vai perceber que tudo isso foi fundamental para te trazer a esse momento único. A tarefa de ser mão exige que você se olhe, que se goste, e que ame muito, muito.
Vem, você vai conseguir.

sábado, 19 de setembro de 2009

Pra ser clichê

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem." Riobaldo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Blogagem coletiva


A Elaine está comemorando o primeiro ano de blog com uma blogagem coletiva bem bacana: uma carta para mim. no dia 20 de setembro os participantes publicarão uma para carta si, como se pudessem voltar no tempo e fazer alertas antes dos acontecidos. Acho que vai ser bem bacana!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Receber a herança sem perder a avó

Minha avó decidiu doar os bens já, vendo a reação de cada um.
Claro que gostei do presente inesperado, mas acho que ela me deu muito mais vida afora.
Vovó me ensinou a ter garra, a ter personalidade.
E ela sempre gostou de me contar as lições que a mãe dela dizia. Quando eu era menina, achava papo de gente careta. Hoje, que me tornei "careta", mesmo que siga muito pouco as lições, me encanto pelo mundo feminino que ela ensina nas suas histórias com ritmo de folhetim. Vovó me fala de como cuidar do marido, ensinar os filhos, coordenar trabalho e família. Acho graça em muita coisa que ela diz, mas acima de tudo vejo muito amor.
Essa coisa de ser mulher tem algo que se perepetua, por mais que o tempo mude, que os costumes sejam revirados, que o sentido pareça outro.
Obrigada, vó, a sua herança está muito além de uma escritura.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Nostalgia

Nunca fui de ter nostalgia, mas hoje ela bateu forte. Quando dei por mim estava cantando essa música do Chico e só então percebi que eu estava linkada no passado.


Maninha
Chico Buarque

Se lembra da fogueira
Se lembra dos balões
Se lembra dos luares dos sertões
A roupa no varal, feriado nacional
E as estrelas salpicadas nas canções
Se lembra quando toda modinha falava de amor
pois nunca mais cantei, oh maninha
Depois que ele chegou
Se lembra da jaqueira
A fruta no capim
Dos sonhos que você contou pra mim
Os passos no porão, lembra da assombração
E das almas com perfume de jasmim
Se lembra do jardim, oh maninha
Coberto de flor
Pois hoje só dá erva daninha
No chão que ele pisou
Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou
Mas não me deixe assim, tão sozinha
A me torturar
Que um dia ele vai embora, maninha
Prá nunca mais voltar...

Fiquei me perguntando quem será esse ele na minha vida e do que sinto falta.
Ele = descrença, desãnimo, a sensação de não ter tempo.
Acho que a saudade é de um sentimento leve, sem pra quê. Simples assim.

Decreto

Hoje decretei início do final de semana.
Meu corpo vem pedindo há dias um descanso extra e hoje decidi obedecer. Cuidar da filhota, do maridão, da casa, das férias urgentes. Isso sim parece vida.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Marcas com jeito de troféu

Acredito que toda mulher normal (normal = não passa 5 horas por dia na academia) fica com o corpo diferente depois da gravidez e da amamentação. Gordurinhas localizadas à parte, mudam as curvas, as formas, a distribuição. A postura muda completamente. E naturalmente mudam as roupas, os sapatos, o estilo.
Desconfio que qualquer mulher que passou pela maternidade sabe reconhecer outra mãe pelo jeito do corpo, pelo tom da voz quando fala de criança, por alguns assuntos que apenas as mães entendem o sentido e por saber cantar as músicas dos Backyardigans.
Mãe é para sempre.

domingo, 23 de agosto de 2009

Filha da mãe


Filhote de perua, peruinha é!

sábado, 22 de agosto de 2009

Dia seguinte

Sexta-feira tivemos a aprovação de um trabalho árduo, difícil, em alguns momentos tenso e qu elevou seis meses para ser desenvolvido. Foi muito estresse até que estivesse ali, pronto, coerente, lógico, consistente. Ontem a aprovação foi objetiva, sem muitos poréns. Fiquei uma tonelada mais leve e feliz da vida.
Hoje acordei meio de ressaca. O corpo ameaçando uma gripezinha. Deve ser saudade do estresse.

domingo, 9 de agosto de 2009

365 dias

Hoje pequena comemora o primeiro ano de vida e o meu coração está frenético. É muita história para um ano só! 365 dias muito intensos. Um amor gigante. Segue um bilhete com um pouco de carinho.

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Filha, ver você correndo pela casa atrás do au-au é a cena mais linda que já vi. A minha alma está em festa. Confesso que ontem, na hora dos parabéns, me segurei para não chorar muito, porque a sua carinha encabulada e feliz diante de tanta gente amada fez o meu coração bater muito forte.

Filha, meu amor, espero que esse seu encanto pela vida te acompanhe por todo o sempre! Você tem uma curiosidade linda pelo mundo e segue numa maestria incrível com seus passinhos ainda desordenados.

Sabe, filha, a gente dá muito passo desordenado vida afora, mas o coração sempre está certo quando nos diz para onde ir. Siga o seu coração sempre. E saiba que no meu coração mora você.

Mamãe

domingo, 2 de agosto de 2009

Conto - Putassanta

Esse conto escrevi há uns cinco anos, mas ainda gosto.

- Viu? Eu não te avisei que era em vão?

- Não foi em vão.

- Ah, não? E o que você conseguiu? Onde chegou?

- Na realidade.

- E que bela realidade!

A santa e a puta tinham muito para conversar. O que uma mais queria era ser a outra. Elas usavam armas diferentes, mas no fundo tinham o mesmo objetivo. A santa usava a segurança, e a puta, o desejo. A santa odiava o poder de sedução da puta, e a puta não suportava ver a felicidade emoldurada da santa. E elas sempre brigavam. A santa vigiava os passos da puta, e todas as vezes que a concorrente caía, ela sentia prazer em jogar sal na ferida. A puta era mais compreensiva. Não julgava a santa, até porque havia sido santa antes de cair na vida. A putassanta um dia saiu do lar ed mulher honesta e quis ver o que acontecia na rua. Quando se deu conta, estava envolvida demais com o prazer e não podia mais voltar para casa. Sentiu o sangue pulsando nas veias e não conseguia voltar a ter cara de paisagem. Mas a puta sentia uma saudadeinveja dos sonhos da santa. Desde que passou a se orientar pela pulsação, caiu numa realidade exagerada que lhe roubou os sonhos.

- Você desperta o sonho nos homens, mas não fica com nenhum para você. Eles vão embora e levam os sonhos com eles. Quem vive os sonhos sou eu. Eu tenho a família. Eu sou o porto seguro. As minhas lágrimas fazem com que ele sempre volte. Eu sou o compromisso, a certeza, o tangível.

- Você vive de migalhas.

- Migalhas que são minhas. E você vive com um pão inteiro que não é seu. Você não vive com nada de seu.

- Eu tenho a mim.

- E daí?

As palavras da santa davam chibatadas na puta. Se não bastasse fazer parte da escória da sociedade, tinha que escutar a condenação enunciada da santa. As palavras doíam pelo peso de verdade que continham, e, contra a verdade, a puta não fazia nada, nunca. E a puta sabia que o maior sonho da santa era ser puta alguma vez, então propôs:

- Use as minhas roupas esta noite. O seu marido vem me procurar neste endereço. Faça-se de mim. Disfarce e descubra o que ele busca dentro de mim. Não precisa responder, nem me contar. As roupas são essas. Use se quiser. Nunca vou te perguntar. E pode dizer a todos que quem estava lá era eu.

A puta saiu e santa pegou as roupas. Cheirou, e sentiu uma sensação de passado. Lembrou o tempo em que os lençóis de sua cama guardavam as marcas e os odores do prazer. Um tempo longe que sempre a atormentou. Desde que se tornou a família, os lençóis ficaram cruelmente limpos. E foi. Na hora marcada, o marido chegou. Ela estava deitada na cama. Ele se deitou ao seu lado, se aconchegou em seus seios fartos e começou a falar. Filosofou sobre a vida. Recuperou os sonhos. Falava em mudar de emprego, em sair da cidade. Lamentou aquela bolsa dede estudos no exterior que recusou anos antes. E falava segurando em seu seio. O corpo dela estava em brasa. Beijos sem pudor, carícias, palavras proibidas, e ele voltava a ser menino, entre sonhos e desejos. Ela guardava entre as pernas alguém que ele sempre quis ser. E a santaputa sentiu que ele estava mais dentro e perto do que nunca. Ela sentiu e deu prazer. Por um momento ela olhou dentro dos olhos dele, e viu a felicidade. Eles se viram gozando, cúmplices de uma total falta de pudor.

A santa nunca contou à puta o que aconteceu. Mas depois desse dia a raiva da santa foi multiplicada. Ela não podia ver a puta que lhe escapava uma agressão. Cada noite fria que passava em sua cama a fazia lembrar o dia em que amiga lhe deu a oportunidade de ser o que ela sempre quis. Mas a manhã chegava, as obrigações de santa começavam, e ela esquecia o dia de puta.

A puta continuava sem julgar a santa. Escutava cada uma das agressões, e selecionava as que tinham um alto grau de verdade. As que continham apenas mágoa ela descartava, porque aprendeu a sofrer apenas como que é real.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Primeiro ano

Está chegando o dia de comemorar o primeiro aniversário da pequena. Um ano intenso, muitas mudanças:
- virei mãe
- amamentei
- me entreguei ao universo feminino, me assumi fêmea
- entrei no universo paralelo de programas infantis
- aprendi o que é a solidariedade de mães
- lutei para voltar ao meu peso
- mudei meu trabalho
- resolvi abrir uma empresa
- fiquei mais intolerante com uma série de coisas
- mais tolerante para outras tantas
- mudei o meu sono (o que é isso mesmo?)
- os meus interesses
- os planos
- e amo, amo e amo

terça-feira, 21 de julho de 2009

A vaca

Os amigos estavam reunidos no butiquim, com típicas conversas de butiquim.
- Eu estava vendo um documentário sobre inseminação artificial em vacas e fiquei horrorizado: o cara enfiou o braço até aqui (próximo ao cotovelo) na vaca.
Um amigo, distraído, ouviu apenas parte da conversa e soltou:
- Eu sou igual a vaca...
Foi uma risada sem fim, e o distraído não entendeu o motivo. Quando se deu conta de que falou bobagem, completou:
- Sou como a vaca no modus vivendi - só ando e cago.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mamãe dói

Pequena está de férias e eu trabalhando feito louca, o que quer dizer que tenho ficado pouco com ela. Quando chego, pendura ne meu pescoço e chora se me afasto por dois minutos. Acho que ela se acostumou a ficar longe de mim na escola. Quando está em casa, a presença da mãe é essencial.
Se fosse só a pequena estaria tudo bem, mas tenho mais duas filhas peludas - Volúpia e Mafalda - que também andam atrás de mim o dia inteiro enquanto fico em casa. Haja Freud...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Casamento

Acho que quase todo mundo casa com pouco conhecimento da causa, da casa, das coisas que estão por vir. O tempo passa, a vida se impõe, e os pombinhos se olham procurando algo que não sabem bem o que é. O bom disso tudo é que a vida leva muita coisa, mas traz muitas outras. Quatro anos de casamento comemorados ontem, olho para o maridão com mais intensidade, com mais respeito, com mais verdade, com mais coragem de olhar, com mais amor. E o que é o amor senão a coragem de olhar?!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Rede de mulheres

A vida me mostrou que a maternidade é o único momento em que as mulheres são verdadeiramente solidárias. As conversas sobre gravidez, amamentação, fraldas, etc e tal são íntimas, intensas, reveladoras, sem rodeios.
Acho que isso deveria ser ainda maior maior. Só uma mulher mãe sabe o que a outra está passando quando recebe nos braços o bebê. Os hormônios, as noites viradas, os seios doloridos, o amor imenso e a vontade de matar o marido é comum a todas. Eu senti e ainda sinto falta de ter mais presença feminina na vida de mãe, nos cuidados com a pequena. Quero muito participar mais da vida dos bebês que estão para chegar.
E nesse cenário destaco a atitude de algumas mulheres que organizam brechós para venda, revenda e troca de roupas de bebês. Mães sabem bem que essas roupinhas lindinhas e às vezes carésimas servem por pouco mais de 30 dias nos pequenos e esse escambo faz bem a todo mundo. É uma mistura de atenção, carinho, funcionalidade e economia.

Comunicação

Acho que apenas agora, com 8 anos de formada, sei dizer com segurança o que faz um jornalista. Sempre disse que o jornalista sabe colocar uma palavrinha depois da outra. O que eu não sabia, com tanta clareza, embora sempre tenha feito, era explicitar a lógica usada.
Sim, jornalistas sabem coloca uma palavrinha depois da outra, o que quer dizer que sabem hierarquizar a informação e trabalhá-la de acordo com cada público - o que envia e os que recebem.
A queda da obrigatoriedade do diploma pelo menos me serviu para algumas sistematizações importantes.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O esperto e a esperteza

Sexta-feira à tarde, todo mundo sintonizado no final de semana, até que o telefone toca no escritório:
- A BHTrns está multando todo mundo que está sem rotativo!
Foi um corre-corre na rua. Todo mundo saiu desesperado para trocar a folhinha. Estacionamento regularizado por mais duas horas, todo mundo voltou para o escritório e voltou a pensar na cerveja de logo mais.
Quinze minutos antes do fim do expediente, lá estava de novo a BHTrans, dessa vez com o veículo de reboque. Multas para os que estavam sem a folhinha e reboque para os que estavam na carga e descarga.
A cerveja não desceu para muitos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Amiúde

Algumas palavras sempre me prenderam. Algumas pelo som, outras pela feiúra, outras pela força.
Lembro-me bem da primeira vez em que me deparei com a palavra "amiúde". Era a biografia da Isadora Duncan que eu, por motivos óbvios, lia completamente apaixonada. E, amiúde, amiúde estava lá.
Pois amiúde, para mim, virou filosofia de vida. Viver amiúde, amar amiúde, olhar amiúde, sentir amiúde.

Descobertas


Essa é a minha linda pequena!
O amor pelas meias coloridas foi herdado da mãe!


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Amizade

Ontem, depois de assistir "O divã", me dei conta de que os amigos também morrem.
Sei que parece óbvio, mas nunca pensamos na perda de amigos. Sempre pensamos na perda dos amantes, mas nunca dos amigos.
Amigos são leves. São presentes da vida. Amigos fazem parte da gente de uma forma discreta. Quando se assuta, lá está o amigo, completando, somando, multiplicando.
Mesmo os amigos que someme deixam marcas eternas que não temos de apagar.
O filme me doeu feito uma lança.
Pelo menos me mostrou o quanto os meus amigos fazem parte de mim.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Artimanha

Pequena já aprendeu que os apaixonados são cegos.
Quando a surpreendo fazendo alguma coisa errada (revirando uma gaveta, espalhando as fraldas pelo quarto, ou coisa do tipo), antes que eu diga qualquer coisa ela me olha com uma carinha meiga e manda um beijo.
Eu dou conta?!!!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mentiras sinceras me interessam

Sim, é verdade: a gente não tem ideia do que é amar antes de ter um filho. É um amor que transborda, que refaz a gente, que muda completamente o sentido da vida. Eu não sei como vivi tanto tempo sem ser mãe.

Mas tem outras coisas que nunca me contaram sobre a maternidade (ou se contaram eu nem prestei atenção). O que sinto atualmente é que eu nunca soube o que é estar cansada antes de ser mãe. Não pelas tarefas de mãe em sim, e muito menos pelo tempo com a pequena, mas com a soma estratosférica de vida de mãe de bebê aprendendo a andar + vida de consultora com prazo apertado para entrega de relatório + vida de professora em final de semestre + vida de mulher se refazendo. Haja terapia...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Só as mães são felizes

Final de manhã corrido, como sempre. Pequena nem iria tomar banho antes de ir para a escola, mas conseguiu passar papinha com feijão na sobrancelha, na testa, nos cabelos, nas orelhas, no pescoço, na roupa, enfim, o segundo banho do dia era inevitável. A hora já estava avançada e fomos para o banheiro. Coloquei a pequena no chão, a banheirinha para encher e fui fazer um xixi (mãe também tem algumas necessidades). Trinta segundos sem olhar a pequena e lá estava ela, dentro da banheira, de roupa, fralda e sopinha com feijão, rindo, às gargalhadas. Primeiro ameacei rusgar, mas bastou ver a cara de contentamento da encharcada, para me entregar a um sorriso enorme e melhorar o dia.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Maresia

"Metade de minha alma é feita de maresia" - Maria Bethânia canta o mar e seus símbolos a partir da poesia de Sophia de Mello Breyner

Moro escondida entre as montanhas, mas o cheiro de mar invade as minhas narinas com frequência. O mar me chama e a minha alma clama por um banho de vida. É como mágica. É divino. É vital. É a minha fé. São os tambores de Mainha.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ainda o diploma

Os jornalistas estão ofendidos, machucados, tristes. Um pouco distanciada do calor do momento, consigo entender um pouco o que me atingiu. A queda da obrigatoriedade do diploma não é o ponto. Acho que isso era inevitável nesses tempos multimídia. A sociedade está se comunicando mais, nos mais diversos meios, e isso é ótimo. A obrigatoriedade do diploma era sim uma forma de reserva de mercado e o extremo disso seria dizer, por exemplo, que apenas poderia ter um blog com caráter informativo quem fosse jornalista.
O que doeu não foi o fim da reserva de mercado. Isso não me assusta. Jornalista são extremamente necessários, ainda mais numa época em que a informação além de pernas tem asas. Que todos comuniquem, mas só os bem formados sabem separar o joio do trigo (e essa formação pode sim passar por outros caminhos além do curso de jornalismo).
O que doeu foi a pose autoritária do senhor ministro do Supremo. O que doeu foi ver que o aparente desconhecimento da profissão foi motivo para um discurso cruel, vingativo, cretino. O que doeu foi ver aquele senhor, montado na sua arrogância, dizer que jornalista qualquer um é, porque qualquer pessoa comunica. E doeu muito ver o desconsolo estampado no rosto dos meus alunos que sonham com a profissão que irão exercer.
A tempestade vai passar. O jornalismo fica. Os cursos de graduação provavelmente terão um baque inicial, mas depois tudo de ajeita. A imprensa talvez experimente novos arranjos e quem sabe conseguirá melhorar a qualidade, fazendo escolhas inteligentes. E o tempo mostrará que o senhor ministro perdeu uma excelente oportunidade de fazer uma análise relevante para a sociedade, preferindo agir em função da própria mágoa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista

A decisão do STF de desobrigar a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista caiu feito uma bomba para os meus alunos que terão o canudo no fim do ano. A sensação era que o curso não teria valido nada. Felizmente a realidade não é essa.
O jornalismo mudou, mudou muito, mas ainda não sabe exatamente o que virou. No mundo multimídia a informação deixou de ter dono e todo mundo informa e é informado por um clique. O jornalista era aquele que sabia "tudo" e tinha nas mãos o poder de decidir quem está certo ou errado, quem é o mocinho e quem é o vilão.
O jornalista acreditava que era o único capaz de falar de economia para dona de casa, o único que sabe qual informação era relevante para a sociedade. Mas há mais, há muito mais.
O mesmo jornalista por vezes se esqueceu de escutar a versão do acusado, por vezes aceitou a versão da policia de que o menor assassinado morreu por morte natural sendo negro, pobre e morador da favela. O jornalista por vezes preferiu bater numa empresa porque assim conseguiria a manchete, mesmo que a informação não fosse tão confiável ou confirmada. O jornalista quase sempre tinha o seu político favorito (ou favorito do dono do jornal, o que na prática dá quase na mesma) e fingia ser imparcial.
E o jornalista, montado na sua arrogância de quem tudo sabe, perdeu o bonde da história.
Sou jornalista, amo minha profissão, e lamento que a classe tenha perdido tanto prestígio. A mesma era multimídia que coloca em cheque o poder da mídia faz do profissional que reconhece o que é informação e sabe organizá-la em meio a tanto lixo de megabytes um ator social essencial.
O bom jornalista - aquele que sabe aprender, que está disposto a conhecer o outro, que mantém a crítica social, que conhece de gente, que pelo menos lá no fundo carrega aquele desejo de super-homem de consertar o mundo - usa tudo isso para identificar a informação e sabe como dizê-la a quem quer que seja. O bom jornalista quer mais que as pessoas se informem e assim se formem. O bom jornalista não precisa ser o dono da informação e não precisa ter medo de alguém parecer mais sabido que ele.
O bom jornalista entendeu um pouco do rumo da história e para esse jornalista não falta trabalho.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mudas

As orquídeas da minha varanda resolveram brotar. Os raminhos verdes e ainda magrelos começam a crescer e se impor. Daqui a pouco chegam as lindas flores e todo o encanto que trazem com elas.
A minha alma inquieta também anda com um brotos verdes e magrelos. A vida profissional precisa de alguns ajustes. Os brotos ainda têm de crescer e encorpar, e as flores hão de vir.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O blog da Petrobras

A imprensa subiu nas tamancas para criticar o blog da Petrobras, em que a empresa publica na íntegra as entrevistas concedidas aos jornalistas antes de as matérias serem publicadas. Tudo bem, compreendo a revolta dos colegas,afinal a entrevista é uma estratégia fundamental do fazer jornalístico e expô-la, antes da publicação da matéria, é deixar o jornalista nu. Mas do ponto de vista da Comunicação, aplaudo a atitude da Petrobras. A imprensa neste momento que massacrar a empresa e colocar tudo na rede é uma forma de defesa que pode ser bastante eficiente. E como professora acho uma excelente forma de explorar as novas mídias. A comunicação está mudando, isso é fato. Gosto de mudanças.

domingo, 7 de junho de 2009

Leite derramado

Sou fã irremediável do Chico, isso é fato (um fato que amo). Mas os livros dele até agora não tinham me pegado tanto. Após ler "Leite derramado", no entanto, posso me dizer fã de tudo que ele faz. O livro é muito bom. A narrativa, embora densa, tem um ritmo bom. O veneno tão doce que o Chico reserva à sociedade aparece de forma sutil, e vamos tragando tudo sem perceber que a digestão leva alguns dias.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Oooooooobbbbbbaaaaaa!!!!!!

Voltar a usar as roupas de antes da gravidez, não tem preço!!!!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Gosto de 30

A cara de 30 anos está bem melhor que a de 29. Também, fui acordada com o carinho do maridão e da filhota. Fazer 30 é completamente diferente de fazer 20. A vida tem hoje um gosto de paz conquistada, o que está longe de querer dizer acomodação. É menos aflito. 30 anos tem sabor de mais amor: amor por mim, pelo maridão, pela pequena, por meu trabalho, por tudo que construi. E que venham os próximos!

domingo, 31 de maio de 2009

Vestibulandos, os "cidadões"

Os cidadões que prestaram vestibular ontem me divertiram e entristeceram (é preciso rir para não chorar) na correção das redações, pois expuseram nessa hoportunidade vários traços de deficiência de halfabetização. O tema da redação era o muro da favela Dona Marta, no Rio de Janeiro. As questões de ortografia fizeram com que os muros virassem murros, e atrapalhassem o bem estar-social. A falta de argumentos apontava todos os problemas para o governo, que deve saber lhe dar com a situação. E a incapacidade de perceber o mundo, item que mais me entristece, fez com que os estudantes, vivendo em seus respectativos casos, afirmassem que favela é também um lugar de pessoas umildes e onestas, além de criminosos e bandidos que podem até ser considerados seres humanos que existem, e um lugar onde as mulheres são usadas e abusadas por seus padrastos, pais, tios e irmãos.
PS: Tudo que está em itálico foi copiado das provas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Meleca, melequinha, esverdeada, salgadinha e cremosa..."

"Meleca, melequinha, esverdeada, salgadinha e cremosa..."
Passei a infância com uma eterna coriza. Com o tempo o nariz melecado virou parte da minha personalidade. O meu avô achava lindo me ver comendo meleca e isso fez com que eu tivesse orgulho daquela nojeira.
Pequena está com o nariz escorrendo há duas semanas. Tomara que não tome gosto pela coisa.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mulher, mãe, trabalhadora... e exausta

Uma noite longa atenta aos sons da pequena doente.
Quatro horas de ida dirigindo numa estrada em obras.
Três horas de reunião.
Três horas de volta na mesma estrada (mas dessa vez sem ficar uma hora esperando as máquinas darem passagem).
Quarenta minutos de descanso.
Uma hora e quarenta de aula.
Mais uma noite longa atenta aos sons da pequena doente.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A tenda vermelha

Estou lendo vorazmente "A tenda vermelha" e o livro está me provocando encontros deliciosos. É a história fictícia de Dinah, filha de Jacó (neta de Isaac e bisneta de Abraão), única filha mulher entre quatro esposas irmãs. Como era a única menina, ela sempre participou dos encontros, conversas e rituais das mulheres e ficou encarregada de aprender todas as tradições. Nos três dias de menstruação, sempre na lua nova, as mulheres se reuniam e se fechavam na tenda vermelha. Eram três dias de descanso do trabalho, longe dos homens e organizando a vida com a percepção e o saber feminino. 
Fico pensando o quanto as mulheres, mesmo que não se dêem conta, estão relacionadas com a natureza. Tenho como meta de vida (uma das várias) recuperar um pouco desses sentidos. Claro que não dá para voltar com rituais ("Chefe, semana que vem é lua nova e como sabe vou ficar em casa três dias sem trabalhar, reunida com as mulheres da minha família, comendo bolos, fazendo oferendas e aprendendo sobre a vida") mas sinto que é urgente recuperar o respeito às leis da natureza.
Mulheres, fêmeas, carregam em si a reprodução da vida e isso não é mero detalhe. Os nossos corpos têm cio como a terra e enchem e esvaziam como a lua, a cada quatro semanas, vivendo suas fases. Mesmo que hoje a rotina de trabalho me tome os pensamentos, o trânsito me tire do sério, os hormônios interrompam o meu fluxo e a sociedade exige o tempo do agora, meu corpo grita para ser compreendido e respeitado.
Tenho muito a aprender e muito a ensinar à pequena.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Capítulo inevitável

Um capítulo inevitável na vida de qualquer mãe são os infindáveis dias de um filho doente. E olha que o caso é de coisa simples, uma gripe chata. O coração fica apertado, os nervos à flor da pele, as noites longas tentando acalamar a criaturinha e os dias muito pesados, pois o mundo não para porque seu filho adoeceu.

domingo, 17 de maio de 2009

Sabonete de perereca

Elevador cheio de vizinhos. Eu com a pequena no colo, meu mqrido, um adolescente e uma mãe com a filha de cinco anos que, no meio do silêncio diz em alto e bom tom: 
- Mamãe, a gente tem que comprar um sabonete de lavar a perereca.
A cara damãe foi impagável. Ficou roxa, coitada.
Para amenizar o constragimento, o maridão completou:
- É importante esse sabone.
- É mesmo - disse a mãe, aliviada por poder dizer algo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O lixo e você

O lixo que produzimos diz muito sobre nós. É possível saber muito de uma sociedade analisando o lixo que ela produz. No geral, de forma reducionista, quanto mais dinheiro, mais consumo e mais lixo. O lado que dói nessas estatísticas é ver o quanto uma região pobre, como o Vale do Jequitinhonha em Minas, quase não produz resíduos, simplesmente porque não sobra nada. Não tem resto de comida, embalagem de iogurte e muito menos computador velho. A educação ambiental se dá pela necessidade, pois se não se cuidar bem da natureza, nada sai dela. Por outro lado é difícil convencer uma sociedade que consome muito de que é preciso reduzir o descarte, que é vital aprender a reciclar, reutilizar, repensar o ritmo de vida pelo bem de todos.
Eu tenho vergonha do meu lixo.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

30 anos

Em 22 dias faço 30 anos e isso está mexendo demais comigo. Longe de eu me achar velha, mas é um marco da vida e sempre tive uma imagem do que seria de mim quando os 30 chegassem. É claro que não sou o que desenhei há 5, 10, 15, 20 anos: nem tão madura, nem tão bonita, nem tão rica, nem tão decidida, nem tão segura, mas com uma noção bem melhor de realidade. E isso não é uma reclamação. Permitir que a vida seja como ela é e perceber-se pequeno dentro tantas coisas tão maiores julgo ser o meu principal e mais bonito aprendizado. Nesses 30 anos eu fiz amigos que amo, construí uma carreira que me satisfaz, cultivo feliz um casamento em que acredito muito, e fiz uma filha que reinventou tudo aqui dentro. Nesses 30 anos vivi uma vida que ainda tem muito pela frente.

domingo, 10 de maio de 2009

Avalanche


Ser mãe é mais intenso que ser qualquer coisa na vida. Ser mãe é renascer, começar de novo, redefinir o mundo e mudar todas as prioridades. Mãe, uma palavra tão pequena em que cabem tantas coisas.


sábado, 9 de maio de 2009

Espécie em extinção

Essa semana tive o prazer de receber em sala de aula um dos grandes nomes do rádio mineiro, Eduardo Costa, que só de Itatiaia tem 31 anos. Usando jeans e uma blusa de moleton, bem diferente dos jornalistas da área de comunicação empresarial com quem convivo, ele deixou os alunos boquiabertos. Conhecedor profundo da população belorizontina, os políticos sabem que comprar briga com ele é um atalho para se perder as eleições. Ele já peitou Itamar Franco, e quase apanhou dele sob as luzes das câmeras e a cena foi parar no Jornal Nacional. No ano passado, questionou a candidatura do atual prefeito, até então um desconhecido de todos, mas apadrinhado por Aécio e Pimentel. Por fim, Eduardo acalmou, Márcio Lacerda venceu e este ano já foi três vezes ao Chamada Geral, programa do jornalista que tem mais de 100 mil ouvintes cativos. Com seu jeito estrategicamente esculachado, consegue ser a voz da população, percebe bem as demandas e, respeitosamente, desbanca o poder. Os alunos durante a palestra ficaram mudos, perplexos, apaixonados e com uma saudade do que não volta.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sem desculpa

A gravidez se foi há tempo, o parto foi há nove meses, a vida profissional voltou ao normal... mas continuo chorando ao ver comerciais e programas piegas... nessa semana pré dia das mães vivo de olho encharcado!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ocorrência

Agenda da pequena ontem:
"Hoje a berçarista conversou comigo dizendo-me para não chorar, escutá-la, estimulando-me a tolerar as esperas". Assinado pela coordenadora.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Pequena Iansã

Crianças pequenas costumam se dividir em dois grupos: as que batem e as que apanham. Confesso que por algum tempo fui das que apanhavam. Preocupada com a pequena, perguntei na escola como ela se comporta com as outras crianças.
- Ah, ela é ótima! Interage com todos, brinca, é carinhosa. Mas se alguém pega o brinquedo dela, vira uma onça!
Isso é o que chamo de evolução da espécie!

sábado, 2 de maio de 2009

Informação e dinheiro público

Essa história do plágio me parece um outro sério problema desses tempos atuais. Frequentemente meus alunos fazem um texto completamente baseado em outro e no início têm dificuldade de entender qual é o problema. Há ainda, claro, os picaretas que copiam tudo certos de que o Google é a solução para todos os problemas e todos os trabalhos da faculdade.
Uma vez uma aluna me entregou um texto meu - como era um release não estava assinado - e esbravejou: "se não fui eu quem fez o texto eu como o papel na sua frente". É que o texto não estava em nenhum site e sim foi disparado para o mailing do cliente. Mas era meu, a cópia estava comprovada e o zero era certo. 
Bom, mas voltando aos plágios desenfreados, acho que na verdade vivemos um tempo em que como a informação está tão disponível fica fácil achar que não é de ninguém. Assim como o dinheiro público, que parece não ser de ninguém.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Plágio cometido pela Veja

Não que me surpreenda, mas ainda me dói.

Segue matéria publicada hoje no portal Comunique-se.

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Veja copia partes de matéria do Wall Street Journal sem citar fonte

Da Redação

A reportagem de capa da edição de 22/04 da revista Veja traz uma matéria coordenada muito parecida com um artigo, publicado quase um mês antes, pelo jornal americano The Wall Street Journal (WSJ). Tanto a estrutura como trechos do texto são idênticos. Questionada pelo Comunique-se, a repórter Gabriela Carelli negou a ocorrência de plágio.

“A gente falou com os pesquisadores, a gente fez a nossa própria apuração. A notícia é a mesma, a pesquisa é a mesma. Podem ter ficado parecidas. Foram três meses fazendo a matéria, ouvi 50 mil fontes, o box foi fechado de última hora. Não houve a intenção de fazer mal a ninguém”, explica.

A matéria em questão foi publicada num box com o título de “Genes no combate ao crime”. Ela trata da utilização de traços genéticos na elucidação de crimes, mesmo tema do artigo “Descrevendo um ladrão: genes traçam aparência de suspeitos”, publicado pelo WSJ em 27/03.

As similaridades foram percebidas pelo leitor Edgar Zanella Alvarenga, que publicou num blog uma troca de e-mails com a Veja. Nas mensagens, a revista dá a mesma explicação que foi dada ao Comunique-se, de que as informações estão disponíveis no site da universidade.

Dentre os trechos “parecidos”, existe uma declaração que, no texto da Veja, aparentemente teria sido dada pela pesquisadora da Universidade da Pensilvânia Pamela Sankar.

“‘Há uma perigosa tendência a fazer correlações entre etnia, crime e predisposição genética’, alerta Pamela Sankar”, diz a matéria da Veja.

Fonte nega ter sido procurada
Questionada pelo Comunique-se, a pesquisadora negou ter sido procurada pela Veja. Ela afirma que as informações publicadas pela revista foram baseadas em entrevista dada a um repórter do WSJ. No jornal americano existe a seguinte passagem: “Algumas pessoas podem fazer correlações entre raça, crime e disposição genética”.

Além da não citação da fonte, a reportagem da Veja traz um erro. No jornal americano essa declaração foi atribuída ao pesquisador da Universidade de Tilburg, na Holanda, Bert-Jaap Koops.

A repórter da Veja reconhece não ter procurado a pesquisadora e, como justificativa, diz que tal procedimento é usual na revista.

“Fulano fala tal coisa, eu não tô dizendo que ele disse a mim. Quando fala pra gente, a gente coloca: disse à Veja. Às vezes a gente pode pegar, isso não é um plágio”, explica.

Apijor: "moralmente condenável"
Para o diretor da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor) Frederico Ghedini, a determinação do que é ou não plágio no jornalismo é subjetiva. Diferente de outras manifestações, como a música, onde a cópia é definida pelo número de compassos iguais em sequência, o texto jornalístico depende da intenção de quem copia.

“No texto não tem esse tamanho. Mas mesmo que você não classifique, dá para saber quando é feito com a intenção de enganar o leitor, de se fazer passar pelo que você não é. Agora, mesmo que não configure crime de direito autoral, é moralmente condenável utilizar qualquer citação sem informar a fonte”, explica.

Seguem algumas passagens parecidas das duas matérias (os textos do WSJ estão em inglês para evitar possíveis desvios de tradução):

WSJ: “In 2004, police caught a Louisiana serial killer who eyewitnesses had suggested was white, but whose crime-scene DNA suggested -- correctly -- that he was black”.

Veja: “Pelos relatos de testemunhas, ele seria branco. No entanto, as amostras de DNA coletadas pelos investigadores diziam – corretamente – que era negro”.

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WSJ: “They have found six genes that seem to influence such traits. (…) Prof. Shriver hopes to create a modern-day version of the police artist sketch”.

Veja: “Os pesquisadores encontraram seis genes relacionados às feições que podem ajudar a elaborar os retratos falados de criminosos”.

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WSJ: “In 2007, a DNA test based on 34 genetic biomarkers developed by Christopher Phillips, a forensic geneticist at the University of Santiago de Compostelo in Spain, indicated that one of the suspects associated with the Madrid bombings was of North African origin. His body was mostly destroyed in an explosion. Using other clues, police later confirmed he had been an Algerian, thereby validating the test results”.

Veja: “Há dois anos, a polícia espanhola usou a mesma tecnologia para encontrar o suspeito dos atentados terroristas que destruíram uma estação de trem em Madri, em 2004. O teste genético feito nas amostras de DNA indicou que um dos participantes seria natural do norte da África. Outras provas validaram o resultado: ele era argelino”.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Imperativos

Acho que o má má má e a briga com o sono fazem parte das ordens que a pequena aprendeu a dar explicitadamente (porque há tempos é ela quem dita boa parte das regras por aqui). A novidade agora é o dedinho em riste, decicindo o que quer pegar. Quando o meu marido, então namorado, me apontou o dedo pela primeira e única vez eu mordi o dedo dele, mas mãe é tudo bundona mesmo.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Hora do sono

Nunca imaginei que colocar um bebê para dormir poderia se tornar uma tarefa tão árdua. Como o sono dói nos pequeninos! Parece que não querem perder nenhum minutinho do dia e dormir parece uma ofensa. E como ficam chatos enquanto brigam com o sono. Se soubessem o quanto vão querer dormir daqui a alguns anos...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Má má má

Tá bom, a pequena ainda é muito nova para falar com intencionalidade. Mas fato é que toda vez que quer um colo vem resmungando má má má pra cima de mim. Pois bem, adeus à lógica: a minha filha já fala mamãe!!!!!!

Selo da Amizade





A Má do Virando a Página me mandou esse selo. 
Obrigada pelo carinho!
As regras estão publicadas abaixo, mas vou fugir de uma: não indicarei os blogs pois todos que passam por aqui são blogs amigos. Sintam-se todos agraciados!
Beijos

Regras:
1 - Exibir a imagem;
2 - Postar o link do blog que o premiou;
3 - Publicar regras;
4 - Indicar 10 blogs para receber o selo;
5 - Avisar aos indicados.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cada macaco no seu galho

Fechar jornal é sempre tenso. Mesmo quando se está fechando um jornal laboratório bimestral. Hoje foi o dia d. Tínhamos duas horas para revisar tudo, fazer as últimas alterações e correr para a gráfica. Fizemos um multirão de professores coordenadores e estagiários e conseguimos, no sufoco. Atrasamos um pouquinho, mas negociamos com a gráfica. Correria concluída, entregamos o CD certos de que na segunda o nobre Contramão estaria em mãos. Bem, seria assim se alguém tivesse lembrado a tesouraria de pagar o boleto da impressão... Segunda tentamos de novo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Problemas da modernidade

Hoje eu precisava ampliar uma foto para enviar à escola da pequena. Cheguei mais cedo ao trabalho, que fica no bairro comercial de elite de BH - a Savassi - e estava certa de que encontraria fácil um aloja de foto. Andei por meia hora e nada. Fui ao shopping - o Pátio - que é o mais elitizado da cidade, e nada. Nenhuma loja de fotos. Por fim fiz as ampliações na farmácia. Ãh?! É, na farmácia, numa máquina tipo de refigerante que imprime as fotos na hora.
Muito estranho tudo isso...

sábado, 18 de abril de 2009

Monteiro Lobato

Eu era a Narizinho, mas gostava mesmo era da Emília. Eu era menina, de cabelos pretos e tinha o tal narizinho arrebitado. Não morava no sítio, não tinha aquela delícia de vovó, não comia os quitutes da Nastácia, mas tinha muita imaginação e incorporava as histórias de Narizinho. Mas eu gostava mesmo era da Emília.  Como eu queria uma boneca que tagarelou a falar. E queria os ímpetos malvados da boneca. Emília não levava desaforo para casa. Eu também queria ter nascido de uma caixa de costura, de pano, linha e agulha, e ser a boneca gente.
Monteiro Lobato apareceu na minha vida como um nome numa coleção de livros na estante. A minha casa sempre teve muitos livros e meus pais liam e lêem bastante. Minha mãe me contava as histórias dos livros e meu pai - jornalista - contava histórias da vida. Não sei ao certo como tudo aconteceu, mas sei que foi de forma natural. Hoje sou jornalista, com mestrado em Letras e sei que isso está relacionado à minha história.
A minha filha também tem o narizinho arrebitado - marca da família. A nossa casa está cheia de livros e histórias. Nessa era de internet não dá para saber como será a relação delas com tudo isso, mas desejo que ela tenha as suas reinações. Não sei se com sabugos de milho, porcos, grilos e peixes que falam e enriquecem a vida. Mas espero que faça sentido a minha música preferida da infância. Narizinho, narizinho arrebitado, de olho curioso, de ouvido xereta, e no meio da boca tem um sorriso feliz.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Bruxo

Sim, eu acredito em bruxas. Na verdade, em um bruxo específico.
Quando comecei a frequentar o centro espírita as pessoas da minha família e alguns amigos passaram a me olhar torto, como se eu tivesse aderido a uma ceita maluca, fanática e completamente sem sentido. Mas o bruxo (o pai de santo) aos poucos foi ganhando a confiança e hoje tem uma legião de conhecidos meus que se consultam regularmente. 
Essa história começou há onze anos e ainda hoje cultivo uma expectativa quando o dia da consulta se aproxima e levo alguns dias para digerir as informações que lá recebo. Essa semana fui lá e ainda estou um pouco aérea. 

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cadê o bico? [2]

Não é possível, os bicos têm um chip escondido que os programa para desaparecer de tem pos em tempos. Pequena tem vários, mas sempre acho apenas um, o primeiro que ela teve, talvez por ser antigo e não ter o tal chip. Ou então é a fada do dente que esconde os bicos para não prejudicar os dentinhos do bebê...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Renascimento

Cabelos tingidos e bem cortados. Peso diminuindo e algumas roupas novas. Trabalho a mil. Casamento reorganizado. Sorriso no rosto. A paixão pela pequena é intensa, mas a volta à vida tem me feito muito bem.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Monteiro Lobato


Mais um desafio-presente do Fio de Ariadne!


Pequeninos

Ontem fui visitar a bebê de uma prima na maternidade. Fiquei impressionada com o quanto era pequenina e frágil a menininha. Perguntei o peso e soube que tinha 200 gramas a mais que a minha pequena quando nasceu. E não é que ela nem me parecia pequena e frágil? Instinto materno faz cada coisa... 

terça-feira, 7 de abril de 2009

Árvore x floresta

"Antigamente uma criança chegava na escola e o professor ensinava a ela sobre a floresta. Hoje, com a internet, a criança conhece a floresta, e cabe ao professor ensinar a árvore." É assim que o meu colega Cláudio define os nossos alunos, que já estão com 20 e poucos e foram os primeiros a encarar essa floresta eletrônica, mas numa época em que os professores ainda insistiam em ensinar como sempre fizeram. Talvez isso explique uma postura - que pelo menos me parece - perdida diante das coisas desse mundo. Confesso que muitas vezes não consigo compreender por anda passa o raciocínio e mesmo o desejo deles. São apenas 10 anos de diferença entre eu e eles, mas às vezes sinto que são décadas. Certamente eles têm muitos megabytes a mais que eu! 

domingo, 5 de abril de 2009

Doce vida

Domingão, dia lindo, almoço em família, um restaurante especial. A pequena estava curtindo tudo, mas o ápice de felicidade estava por vir. Pedi um tiramissu e dei um pouco na ponta da colher para ela. Pequena adorou. Lambeu os lábios, pediu mais. Descobriu o prato com o doce e foi com um dedinho. E foi com uma mão. As duas mãos. E de repente com a cara toda. Passou toda a cara no prato de doce e deixou a vida de todo mundo bem mais doce.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Neguinha

- A empregada da sua casa é preta como eu? A sua filha está me olhando com uma cara boa, deve estar me confundindo com alguém.
A frase veio de uma simpática senhora na feira de frutas. Ela é empregada doméstica há 40 anos na casa da mesma família. 
- Não, ela está te olhando porque reconhece um olhar carinhoso. Está olhando porque gostou de você.
A senhora sorriu, encabulada.
- Eu cuidei de tanta criança nessa vida. Nenhuma minha não. Filhos e netos dos meus patrões.

terça-feira, 31 de março de 2009

Cadê o bico?

Um dos momentos de maior desespero na vida de uma mãe é quando bebê está dormindo, acorda e começa a chorar desesperadamente querendo o bico. E o danadinho nunca está ao alcance das mãos, principalmente no escuro da noite. Atualmente a pequena tem 5 ou 6 bicos que, quando encontrados, ficam na beirada do berço para serem usados em caso de emergência. Acontece que a danadinha acorda, fica de pé no berço e atira tudo no chão. E assim as noites ficam ameaçadas, pela simples falta do bico.

Futuro do Jornalismo 2

Não é à toa que estão discutindo no Congresso a Lei de Imprensa e a obrigatoriedade do diploma. A rotina jornalística está de pernas para o ar! Mudaram o meio de ter acesso a notícias, as formas de ganhar dinheiro com publicidade, a estrutura das redações e o papel dos profissionais. Tudo por causa do caminho sem volta que é a multimídia. Jornalista para sempre será o cara que apura, que faz crítica embasada, que questiona, mas ainda não se sabe como ficará a vida desse profissional no novo cenário que está se formando.  

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pequeno monstro

Fui trocar a fralda da pequena e lá estava ele, ao lado do trocador, quase escondido na cortina. Lá estava ele, preto, grande, suculento e com as tão temidas listrinhas brancas nas patas. Tentei pegar, mas o maldito voou. E não sei onde foi parar. Bom, no quarto a pequena não tira a soneca da manhã. De jeito nenhum.
Essa história me fez lembrar o dia de pânico do meu irmão. Ainda se sabia pouco sobre a aids na época, e o orientador dele na faculdade era soropositivo. Estavam os dois no gabinete, trabalhando, e um pernilongo gigante apareceu. Picou o professor. Pronto: meu irmão ficou enlouquecido, com medo do pequeno transmissor. Não trabalhou, ficou neurótico, olhando para as paredes, procurando o pequeno monstro. 

quinta-feira, 26 de março de 2009

Futuro do Jornalismo

No dia primeiro de abril - dia do jornalista (não é uma piada!) - o Congresso votará a extinção da Lei de Imprensa e o fim da exigência do diploma. 
Acabar com a Lei de Imprensa - e não atualizá-la - me parece complicado, pois os códigos Civil e Penal deixam algumas questões da prática jornalística muito em aberto e a imprensa precisa de parâmetros mais específicos para não confundir tanto o público e o privado. E me preocupa muito os Civita, da Veja, serem os primeiros a defender o fim da Lei.
Quanto ao diploma, acho que ele deve se fazer necessário pela qualidade dos profissionais e não por norma alguma. Sim, hoje qualquer pessoa compra uma boa máquina por menos de R$1mil e pode fazer um site noticioso ou comercial. A tecnologia está aí, cada vez mais ao alcance de todos. Mas ser jornalista não é isso. 
Ser jornalista é saber o que é informação, é saber o que dizer, para quem e de que forma. Ser jornalista é separar o joio do trigo num mar infindável de fatos em que navegamos a todo momento.  Ser jornalista é saber da importância da informação para a formação de uma sociedade.
Adoro ver o Drauzio Varela no Fantástico e acho que ele apresenta o quadro sobre saúde melhor que ninguém. Tenho pânico dos "repórteres" do Vídeo Show que sabem apenas dizer ao entrevistado que ele é maravilhoso, sem falar nas mocinhas seminuas que apresentam programas de esportes radicais. A diferença entre eles está no trato da informação.
Resumindo, acho que o Jornalismo poderia ser também uma especialização para profissionais de outras áreas. Acho até que o ideal seria um curso de Ciências Sociais mais uma especialização em Jornalismo. 
A minha certeza é que nesse mundo multimídia, com tanta porcaria navegando por aí, um bom profissional da informação faz toda a diferença.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Filme da minha vida

A Vanessa está organizando outro delicioso desafio: contar o filme da minha vida. Tarefa impossível, acho, mas vou tentar nos dias 29 e 30 de abril.



Caso deseje participar:
1. Deixe seu nome e blog na caixa de comentários deste post até o dia 27 de abril; 2. leve um dos selos da coletiva ;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada - dias 29 e 30 de abril- um post falando sobre o filme , sobre a experiência de assistí-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do seu filme preferido e, e claro, você é quem manda.

terça-feira, 24 de março de 2009

Babá

Eu considero escravocrata o hábito de se colocar uma pessoa dentro de casa para cuidar dos filhos. Ajuda, sempre, profissional preparado, também, mas colocar morando dentro de casa uma pessoa que recebe um salário baixo para passar ao lado do seu bebê as intermináveis noites em claros me parece sem sentido. Digo isso e me olham como se eu fosse um ET, mas não consigo pensar diferente.  

segunda-feira, 23 de março de 2009

Yo no creo en las brujas...

Tenho escutado frequentemente a frase "eu não acredito em homeopatia" ou "não acredito em acupuntura", principalmente de jovens médicos. E por acaso alguém está falando em crença? As duas são práticas reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Medicina, melhoram a vida das pessoas há anos, séculos, quiçá milênios. Se a crítica é para a autogestão, digo que sou mais sugestionável por esses métodos que por medicamentos para vários assuntos. Acho que agora, para entrar na onda, vou dizer que não acredito em academia: nunca saí gostosona de uma... fato é que nunca segui por mais de três meses e que faço de tudo para ter motivo de perder uma aula, mas a culpa é da academia e por isso não acredito nela!

domingo, 22 de março de 2009

Redescobertas

Pequena engatinha por toda a casa, como um corisco, descobrindo cada cantinho, cada detalhe. A alegria dela fica estampada nos risos, gargalhadas, palmas e gritinhos a cada novo objeto que encontra, examina e coloca na boca.
Fico olhando, admirada, encantada, babando, e penso o quanto a felicidade realmente está nas pequenas coisas, tão cotidianas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Letramento

Hoje a Vanessa discute no blog dela (Fio de Ariadne) a questão do letramento e relembra a triste estatística: menos de um terço dos brasileiros são devidamente letrados. 
A matéria que fiz que mais me emocionou na vida foi justamente sobre esse tema. Acompanhei o dia de um analfabeto e pude ver como ele teve de desenvolver outros significantes na vida para poder se socializar e até se locomover. Josemildo morava na rua da sorveteria, descia do ônibus quando via a loja de dois andares, trabalhava no prédio que tinha uma rampa na entrada e assim por diante. O crachá que o identificava no emprego estava com o nome "Josemilton" e ele não sabia explicar o que havia de errado, apenas sabia que aquele não era o seu nome.
Não bastasse a emoção da matéria em si, quando chegou o natal recebi um cartão de Josemildo, que estava cursando uma turma do Brasil Alfabetizado. 
No cartão, a letra da música "é preciso amor para poder pulsar, é preciso paz para poder sorrir e é preciso chuva para florir". 

terça-feira, 17 de março de 2009

Vitamina S

Sempre falei que mães não podem ter frescura porque crianças precisam de vitamina S (sujeira). Mas a vida real me mostrou que isso tem limite. (E que jogue a primeira pedra a mãe que nunca pagou língua)
A pequena engatinha pela casa afora e AMA colocar três coisas na boca, nessa ordem de fixação:
1. a bolinha da Volúpia
2. a sola de qualquer sapato
3. as rodinhas do carrinho
O mordedor de gel comprado especialmente para essa finalidade nem pensar....

segunda-feira, 16 de março de 2009

Lixo

Com o trabalho novo estou aprendendo muito sobre o lixo e achando interessantíssimo.
- Nem 5% do lixo brasileiro é devidamente tratado
- Em BH, são feitas diariamente 700 viagens para o aterro sanitário
- A taxa de lixo produzida por pessoa cresce exponencialmente
- A área usada para um aterro sanitário só servirá para ser aterro sanitário para sempre

O que é óbvio, mas só agora tenho convicção: 
- Ou mudamos ou o mundo vira uma montanha de lixo em pouco tempo!

domingo, 15 de março de 2009

Doença x Saúde

Os dilemas sobre as "facilidades" da vida moderna me acompanham desde que soube que seria mãe. Parto normal x cesariana, amamentação x nan, homeopatia x alopatia. Sempre preferi a primeira opção, a mais natural, mas a vida costuma me mostrar que a possibilidade de escolha é restrita. 
O sonhado parto normal virou cesariana de urgência, com 40 semanas de gestação e muito mecônio na placenta. A amamentação acabou com os seis meses da pequena, assim que voltei para o estresse do trabalho e o leite secou. E essa semana o antibiótico atropelou a homeopatia. 
Pequena vinha resfriada e eu controlando com homeopatia (confesso que não segui à risca, pois as bolinhas devem ser dadas em curtos espaços de tempo e eu saía para trabalhar e ela não tomava e eu também acabava esquecendo....). 
Ela piorou justo no dia em que a pediatra viajou. Levei ao plantão do hospital e passaram antibiótico e antialérgico. Não consegui falar com a pediatra dela e tive que seguir a orientação da plantonista, que se preocupa com a doença e não a saúde.
A pequena está bem melhor, e o meu coração menos aflito. E continuamos, na medida do possível, buscando o caminho mais natural.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Filha doente, noites em claro, trabalho acumulado, cheque especial e menstruação. Afff....

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sempre mãe

Roupa alinhada, sapato de salto alto, um toque de maquiagem, cabelo arrumado, cara de séria, enfim, vestida para a vida profissional. Antes de sair de casa é irresistível pegar a pequena no colo só mais uma vez. Tempo suficiente para ganhar uma golfada e ir carimbada para o trabalho!

terça-feira, 10 de março de 2009

Como a senhora quiser

Por fim a vida decidiu por mim, como aconteceu tantas vezes. E como costuma ser, ela foi bem bacana comigo. 
Eu estava na expectativa de voltar para o trabalho antigo e fui convidada a participar da seleção de um outro, que sempre quis. Em meio a tudo isso, apareceu e já está consolidado um terceiro, muito mais desafiante, empolgante, bacana, enfim, motivo de muita satisfação.
Gracias a la vida, que me ha dado tanto!

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Após a maternidade, descobri o que é ser fêmea, o que é bem diferente de ser mulher.
Sempre fui uma mulher guerreira, valente, que faz o que quer, que pega o boi pelos chifres. Uma mulher que não se intimida diante de homem algum. Discurso afinado contra o machismo, dura com as cantadas incovenientes usadas pelos homens para nos diminuir. Mas sempre feminina. Dona de mim e do meu tempo.
A gravidez começou a desmontar tudo isso. Não adiantava ser racional com tantos acontecimentos quase instintivos. Os hormônios malucos, os choros sem explicações, a vontade de comer coisas estranhas, o sentimento de proteção de um bebê que se mexia aqui dentro e a estranha e fascinante comunicação que eu e pequena começávamos a estabelecer. Nada racional, tudo natural. 
Depois o parto, a amamentação, os hormônios malucos, e a vontade de viver apenas para aquela encantadora criaturinha. O mundo voltou a começar.
Hoje digo com orgulho que homens e mulheres são sim diferentes, e muito. Não estou falando de competência no trabalho, pois avalio que após a maternidade me tornei uma profissional melhor e capaz de disputar com qualquer homem se preciso. 
O mundo é machista sim. Há uma desigualdade clara entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Os homens estão perdidos diante das mulheres valentes nos relacionamentos amorosos. 
Mas nessa briga as mulheres estão se esquecendo de que são fêmeas. Eu não sabia disso. Não fui preparada para isso. A cartilha que me passaram dizia que mulher é forte é da porta de casa para a rua. E tive que aprender na marra o que é ser mulher da porta da dentro. E me apaixonei. 
O mundo feminino tem uma sabedoria instintiva, que a gente perde se viver só da porta para a rua. Por isso acho que a briga das mulheres hoje, após aquelas que morreram queimadas pelo direito de trabalhar, é pelo direito de voltar a ser também da porta para dentro. Profissionais sim, competentes sim, ganhando dinheiro sim, inteligentes sim, mas fêmeas com orgulho e muita paixão!

sábado, 7 de março de 2009

Semana S

Essa semana foi cheia de novidades na vida da pequena. De repente, começou na escola, teve o primeiro resfriado (nem posso culpar a creche porque a gripe veio primeiro e me pegou também), começou a engatinhar efetivamente, está falando dá dá dá, começou a comer carne e feijão, e o primeiro dente ameaça sair. Segunda ela completará sete meses e já tem muita história para contar.
Na outra ponta, ou no meio de tudo, ou misturado com ela, ou fazendo parte dela, estou aqui eu retomando a vida profissional intensa, cheia de dúvidas, esperanças e felizmente boas expectativas para o futuro. Certamente mais feliz que há sete meses!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Me excomungue também

Seguindo a idéia do Parede de Meia, entro na dança e sugiro ao excelentíssimo senhor bispo de Recife para me excomungar também. Dizer que sou apenas a favor do aborto da menina de nove anos grávida de gêmeos após ser estuprada pelo padrasto não reflete todo o meu sentimento. A gravidez abala todas as estruturas de uma mulher de 30, como eu, e nem consigo imaginar o que é capaz de fazer com uma criança de nove que foi abusada pelo padrasto. Portanto me excomungue, seu bispo, porque se essa é a lei de Deus, prefiro a dos homens e principalmente a das mulheres.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Ano novo

O meu ano novo começou com força total. Desde segunda que estou correndo feito a maluca que sempre fui antes de iniciar a carreira de mãe. Agora estou mais maluca ainda!!!!
E para completar, fui convidada a participar da seleção de um emprego que sempre sonhei. Era o meu grande sonho de jornalista. Mas agora que estou concorrendo à vaga estou com medo de me chamarem. Sei lá se quero voltar para redação, trabalhar sábado, domingo, feriados, viajar sem dia certo apra voltar. O meu lado jornalista vibra com tudo isso, e o meu lado mãe me pede para ir devagar...

domingo, 1 de março de 2009

Liberdade

Quando me formei, oito anos idos, fizemos um trabalho sobre a liberdade com mulheres da penitenciária feminina e monjas enclausuradas. Foram três meses em contato com essas mulheres que tanto que enriqueceram a alma. E no post anterior vi que remeti a uma delas.
O dia em que finalmente compreendi o que é perder a liberdade foi com a conversa com uma detenta:
- Aqui você tem informação de tudoo que acontece no mundo, recebe visitas, estuda, trabalha... Afinal, o que é liberdade, o que foi que você perdeu?
- Liberdade é ir ao supermercado, é ver novela com a minha mãe, é usar um vestido sexy.

...Ciência nenhuma, especialista nenhum explica isso melhor...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Beleza


Renata me passou selo para falar de segredos de beleza. 
Logo me lembrei dsa revistas femininas e suas receitas milagrosas.
Uma das coisas que sei sobre beleza é que ela vem quando não estamso loucas desesperadas histéricas chamando clamando implorando por ela. Beleza vem de dentro. Disso não tenho dúvidas. Mas não estou dizendo que uma boa maquiagem e uma roupa bacana não ajudem. 
Mas vão aqui os meus segredinhos:
1. Fazer samba e amor até mais tarde
2. Rolar de rir com a pequena
3. Namorar o maridão
4. Trabalhar no que gosto e ser bem paga por isso
5. Usar um vestido sexy
6. Rimel incolor
7. Sombra e sombrancelha bem feita



"Escrever 7 segredinhos de beleza seus"
Convidar 7 parceiros(as) de blogs amigos para responder;
Comentar no blog de quem nos convidou;
Comentar no blog dos convidados(as), para que saibam da "convocação";
Linkar o blog que te convidou, no seu blog (no post em que você responder à perguntinha);
Mencionar as regras.

As convidadas são:

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Não acredito nos jornais

Sempre li na imprensa e até fiz algumas matérias sobre a ineficiência do serviço público, principalmente a rede de saúde. Pois aqui está mais um milagre da maternidade. Levo a pequena ao posto para tomar vacina (amanhã é dia :( ) e tive de recorrer ao banco de leite quando ela nasceu. Nos dois lugares, fui muito bem atendida e tratada com carinho e atenção. Nada de funcionários mal humorados, pessoas infelizes, filas enormes, etc e tal. É claro que a rede pública de saúde tem problemas graves e nem penso em parar de pagar o plano particular, mas essa generalização é um dos pecados da imprensa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Hoje soube da morte repentina de uma admirada professora do mestrado. Jovem e com um filho pequeno, morreu numa cirurgia para tirar um nódulo no cérebro. Mães de crianças não ppodem morrer. Pela primeira vez, tive medo da minha finitude.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Respeitem meus cabelos brancos

Os trinta anos estão se anunciando. Ontem pela manhã, quando me olhei no espelho, encontrei um fio de cabelo branco ali, bem na parte da frente, se exibindo. Primeiro tive um susto, depois um sentimento de orgulho, depois pensei na conta de tinturas que vem por aí...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bom e velho jornalismo

Ontem levei um professor (e amigo e tio) meu para conversar com meus alunos sobre jornalismo esportivo na web. A aula mexeu demais comigo. Ele falava do jornalismo com tanto amor que, assim como quando eu era aluna, me comoveu. Contou histórias do antigo e ótimo JB e de sua saga de repórter na busca incessante pela informação. E essa busca continua muito viva dentro dele. 
Eu peguei outro tempo de redação - estava inclusive na sucursal do JB quando fechou - e sou claramente amargurada com a imprensa e sua asquerosa relação com o poder. Eu saí da imprensa para poder voltar a acreditar no jornalismo, por mais paradoxal que isso possa parecer. Procuro o jornalismo, desesperadamente, nos trabalhos de comunicação institucional que faço, principalmente no relacionamento com a comunidade e, claro, na coordenação do jornal laboratório da faculdade onde a busca pela informação ainda pulsa e olhos brilham. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carnaval

Ao longo da vida fui estabelecendo momentos de amor, ódio e indiferença com o carnaval. 
Na infância eram dias maravilhosos. Usava fantasia, dançava no salão, viajava com a família. Quase sempre ia para Furnas, onde estão boa parte dos dias inesquecíveis da infância. 
Na adolescência... ah! nem preciso falar. Carnaval era data de paquera e pouca reza.
Enquanto trabalhei em redação, carnaval era época de ralação. Fazer plantão e achar lead no meio de um tanto de bebem não é das melhores tarefas.
Agora carnaval é simplesmente dias de sossego! Abençoados dias!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Perversão

Desde segunda que estou afixionada com a mulher que nos seguiu na rua, de olho na pequena. Passado o susto, acho que ela pode ter algum tipo de perversão, uma versão feminina do tão conhecido tarado que mostra as partes para meninas na rua. A intenção verdadeira é assustar. Mães de bebês são tão aterrorizáveis quanto jovens donzelas (se é que isso ainda existe). Hoje acredito que o desejo daquela mulher era ver o pânico no meu rosto, e ela conseguiu. E, por via das dúvidas, melhor não dar chance ao azar...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O livro da minha vida – O amor nos tempos do cólera

Este post faz parte da blogagem coletiva O livro da minha vida, organizado pela Vanessa, do Fio de Ariadne. Vale muito a pena entrar na página dela e conhecer os outros posts.

 Ele esperou por ela por toda a vida. Enfim se encontraram, já velhos. Florentino Ariza e Firmina Daza não eram exatamente o casal de protagonistas da novela das oito. Eram dos melhores personagens de García Márquez. E eu, naquela época, com uns 13 anos, jamais havia acompanhado uma história assim. Nas descrições mágicas de Gabo eles ganharam cheiros, formas e cores. Fizeram amor num navio, com a doçura que só a velhice tem, e ainda hoje sinto o balanço do mar e os cheiros daquele momento por eles esperado por muitos anos. Cá na minha meninice, tudo o que jamais havia imaginado era um amor assim. Eu lia o livro aos poucos, para que a história não acabasse. E não acabou. Ainda hoje às vezes na rua vejo o Florentino enfeitando a vida e Firmina com sua doce dureza feminina. "O amor nos tempos do cólera" não foi o livro mais inteligente, nem me trouxe perguntas e respostas como o Grande Sertão, mas me enterneceu para sempre. E foi o meu primeiro Gabo!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mundo maluco (e perigoso)

Hoje outra doida me seguiu na rua de olho na pequena (a primeira foi no shopping). Eu estava saindo do sacolão com a pequena no canguru. Uma senhora de uns quase 60 anos mexeu com ela e depois começou a andar atrás da gente. Achei estranho e parei fingindo que estava ajeitando as compras e ela parou e puxou conversa, tentando descobrir onde eu moro. Respondi "por aqui" e ela se ofereceu para carregar a pequena. Eu fechei a cara, disse não e segui acelerando o ritmo. Ela veio atrás. Mudei o caminho e fui para o prédio onde eu morava há um ano. Ela seguiu. Fiquei na esquina conversando com a faxineira do prédio e ela na outra esquina. Como eu parei, ela ficou atrás de uma árvore, a uns 100 metros, me observando. Aí eu pirei. Fiquei lá até ela desistir e ir embora. Aí vim para casa, passando por outro caminho. Acho que ela não me viu mais. Mas estou com medo. Gente doida... Já avisei o porteiro do prédio e estou de olho na janela para ver se ela está por aqui. Se a vir, chamo a polícia na hora.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Oração

Papai do Céu,
Já que não faço parte do grupo de mães que emagrecem durante a amamentação, permita, por favor por favor por favor, que eu esteja no grupo das que começam a emagrecer quando param de amamentar. Juro que vigio essa boquinha...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Oooops

Bloguei hoje o post da blogagem coletiva do dia 17....
Depois repito...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Simples assim!

Para eu poder trabalhar mais (além das aulas noturnas), a pequena tem que ir para a escola; e para ela ir para a escola, eu tenho que trabalhar mais para pagar as mensalidades. Se fico em casa durante o dia, ela não vai para a escola e não tenho que trabalhar mais!


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ânimo

O grupo investidor da faculdade onde trabalho - UNA - comprou uma grande concorrente - UNI-BH. A compra traz a sensação de que lá vem mudança. Pode ser que boa, pode ser que ruim. Fato é que mais uma vez seremos julgados pelo trabalho e várias decisões estão por vir. Acreditoq ue será bom para os cursos e para os alunos e quiçá para alguns professores. É hora de manter a calma, a concentração e de juntar um bocadinho de dinheiro... 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

#&%+*

O que faz o filho de uma boa mãe descer a rua buzinando e acabar acordando um bebê que custou para dormir despois de uma looonnnga noite de calor?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cadeirante

Andar com carrinho de bebê pelas ruas me deu uma idéia do quanto é difícil ser cadeirante em BH. As calçadas são irregulares, cheias de buracos e degraus. Isso quando não tem uma árvore ou um monte de saco de lixo que obstruem totalmente a passagem e o jeito é passar pela rua. Rua com asfalto muito ruim ou de calçamento... O lado bom da história é que uma simples ida à feira com o bebê vira uma ginástica e tanto para queimar calorias! 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Aprendendo a contar

Pela primeira vez na vida estou contando tudinho do meu dinheiro. Não que antes não tivesse que fazer conta, mas nunca havia me preocupado em programar as finanças. Pois bem, com alguns anos de atraso, cá estou com cadernetinha na mão anotando tudo que entra e sai. Milagres da maternidade!!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Caderno novo

Amanhã começa mais um ano letivo. Mesmo que o caderno tenha virado notebook e eu passado de aluna a professora, essa continua sendo uma época de namorar o caderno novo e jurar que desta vez ele vai continuar bem organizado até o fim do semestre. Juro que desta vez vou seguir o plano de ensino, trabalhar todas as bibliografias indicadas, atualizar o conteúdo de acordo com novidades diárias da imprensa e contribuir para a formação dos futuros jornalistas com todo o meu empenho!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

mais de 30

Conviver com meus alunos, com todo o encanto dos seus 20 e poucos, vive memostrando o quanto tempo já passou para mim. Vira e mexe falo naturalmente termos que nãos lhes dizem nada, como o prédio Rainha da Sucata, a escola de etiqueta Socila, a loja Toulon da Savassi, o caso Miriam Brandão... enfim, uma série de fatos que marcaram a minha vida mas passam muito longe deles. Por outro lado, eles têm muito do que tive nos inesquecíveis primeiros passos no mundo do conhecimento. O quadro em branco a ser pintado e tantas opções que parecem tão maravilhosas. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Livro da minha vida





Na cara de pau, me convidei para participar dessa blogagem coletiva. Mas o tema é irresistível: falar sobre o livro que marcou a minha vida. De cara me lembrei da "Lúcia já vou indo", do "Menino Maluquinho" e outros tantos que fizeram companhia vida afora. Dia 17 de fevereiro todos os blogueiros contarão o que pensaram sobre o tema.